Dia Nacional do Obstetra

Dia Nacional do Obstetra

Talvez a confusão com parteira explique outro engano comum relatado pelas doulas ouvidas pelo Estado. “Acontece bastante de pensarem que doula faz parto e que é uma senhorinha, que anda com lenço no ombro e ervas mágicas”, conta a doula Gabriela Foggetti, de 25. A ocupação de doula está na relação de códigos do Ministério do Trabalho, mas ainda não é regulamentada , o que propõe um projeto de lei do ano passado em tramitação no Congresso Nacional. Para desempenhar a função, a pessoa deve ser maior de 18 anos e ter o ensino médio completo e um curso na área.

Existem opções totalmente online, mas a formação presencial é recomendada pelas especialistas consultadas na reportagem do Estado. Muitas discussões têm ocorrido no papel desempenhado pela enfermeira obstetra no PSF, desde a indefinição de papéis, o desprestígio social, até a falta de autonomia. A saúde é um dos fatores de fundamental importância para o ser humano, sendo necessário que o Estado e a sociedade busquem permanentemente políticas para regulamentar o sistema que lhe dá suporte.

principal função de um obstetra

O enfermeiro especializado em obstetrícia é considerado o braço direito do médico obstetra. O profissional de enfermagem investiga os problemas do paciente e, juntamente com o médico, busca e realiza soluções. O obstetra acompanha a gestação de mulheres desde o início até os primeiros cuidados com o bebê recém-nascido.

O profissional realiza exames pré-natal, o próprio parto e auxilia as mães com orientações básicas logo após o nascimento da criança. Ele também pode apoiar e orientar a comunidade ou até mesmo seguir carreira acadêmica, elaborando pesquisas na área e ministrando aulas em cursos técnicos e superiores. A partir da observação do aumento do numero de partos cirúrgicos no Brasil e a preferência dos profissionais em aderir partos cesarianos ao invés de partos fisiológicos, tornou-se necessário à publicação desta pesquisa. O estudo teve como método o formato de revisão literária onde foram observados diversos artigos de sites acadêmicos.

Você Sabe Qual O Papel Do Enfermeiro Obstetra?

Com o avanço da tecnologia a arte de partejar passou a ser considerado um processo de doença onde era necessário o uso de intervenções cirúrgicas e medicamentosas (Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Natural, 2016). Outra polêmica em torno da ocupação é a baixa qualificação técnica das doulas para orientar as gestantes.

O projeto incial apresentado pela deputada determinava carga horária mínima de 180 horas para os cursos – agora, após as tramitações, está sendo proposta a quantidade de 80 horas. As associações de doulagem argumentam que as críticas são feitas sem conhecimento da dinâmica de trabalho das doulas. Um projeto de lei (PL 8.363/2017) para regulamentar a atuação das doulas, de autoria da deputada Erika Kokay (PT/DF), tramita na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Em uma audiência pública realizada em 2017 para debater a proposta, médicos e doulas entraram em uma discussão sobre possíveis interferências em procedimentos que seriam de responsabilidade médica.

Como só a Universidade de São Paulo oferece o curso, ainda há poucos profissionais no mercado. GE/Guia do Estudante É o conjunto de técnicas e conhecimentos empregados no cuidado de gestantes, parturientes, recém-nascidos e seus familiares. O objetivo é garantir a normalidade no nascimento das crianças e a qualidade de vida da mulher.

Ela Dá Apoio Emocional À Gestante E Ajuda Com Exercícios Para Aliviar A Dor, Mas Não Interfere No Nascimento Do Bebê

O médico obstetra acompanha o pré-natal, diagnostica patologias, presta assistência ao parto normal de baixo e alto risco, realiza parto fórceps e cesarianas. As respostas para a pergunta de satisfação mostraram que todos estão satisfeitos em atuar como enfermeiro obstetra na Maternidade e CPN do Hospital São Lucas.

A maternidade Dr. Francisco Soares Costa dispõe de 22 leitos e Centro de Parto Normal intra hospitalar, onde são realizados os partos vaginais de risco habitual pelos enfermeiros obstetras e os partos normais de alto risco pelo médico obstetra com o apoio dos enfermeiros obstetras. Segundo Soares , a orientação no pré-natal é o primeiro caminho para a humanização do parto e os grupos de educação perinatal são ambientes que promovem a saúde integral, individual e coletiva das gestantes.

Os grupos de educação são locais onde ocorre a troca de informações das gestantes sobre o conhecimento adquirido com suas experiências vividas. É importante proporcionar a atenção humanizada através de tecnologias leves, proporcionando vínculos entre profissionais e gestantes. A gestante tem autonomia e participa das ações de cuidado sendo importante a sua participação nos grupos de educação perinatal.

Este local ficava bem distante da maternidade, não existia a presença de acompanhante, ficavam em dieta zero, não podiam deambular, bem como escolher a posição que desejasse para o parto, o parto acontecia em posição litotômica e não havia a presença de enfermeiro obstetra. Mesmo os legalmente habilitados têm esta titulação fornecida através de cursos curriculares ou de pós-graduação latu sensu, com cargas horárias de aprendizado insuficientes para a adequada assistência aos períodos de pré-parto, parto e puerpério.

A Revista do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo n° 73, de 2008, descreve esta realidade, apontando as falhas na formação dos profissionais de enfermagem e os resultados insatisfatórios do trabalho destes profissionais com falhas de formação. Conforme Rosa , na assistência ao parto a atuação do enfermeiro obstetra é a mais apropriada, pois estes respeitam toda a fisiologia do trabalho de parto e prestam uma maior assistência às gestantes de risco habitual, gerando menos intervenções e maiores possibilidades de partos espontâneos. Os países que reduziram a mortalidade materna e fetal tiveram uma atuação bastante significativa da enfermagem obstétrica.

Se a enfermeira obstetra reúne qualidades para assistir ao parto, ou seja, formação técnica, conhecimentos sobre gestação, parto e puerpério, ela está legalmente preparada para realizar diagnósticos, prescrever medicamentos, solicitar e avaliar exames. O programa tem proporcionado a uma grande parcela da sociedade, que vive em situação de exclusão social, um maior acesso à assistência em saúde. Na assistência pré-natal, ele é fundamental para o preparo da maternidade e vem sendo encarado, além de tudo, como trabalho de prevenção.

Por outro lado, faz com que a enfermeira exerça um papel preponderante, desde o planejamento das ações até a assistência, o que torna sua ação diferente daquela que ocorre em instituições estruturadas no modelo tradicional. Conclui-se que a atuação do enfermeiro, realizando consultas de pré-natal de baixo risco na rede básica de saúde, tem amparo legal e ético, com real benefício à clientela. SILVA, D. C. D.; RODRIGUES, A. R. G. D. M.; PIMENTA, C. J. L.; LEITE, E. D. S. Perspectiva das puérperas sobre a assistência de enfermagem humanizada no parto normal.Revista Brasileira de Educação e Saúde, v. 5, n. Observa-se que existe um número bem significante de profissionais, sendo que as mulheres prevalecem em idade, quantidade e maior tempo de serviço.

Além de ser uma das qualificações mais importantes para os profissionais da Saúde. Este profissional, durante a especialização, estuda a saúde da mulher não apenas durante o parto, por isso ele é responsável por orientá-las, direcionando a todos os cuidados que elas devem ter antes, durante e depois da gestação. O curso de Enfermagem se desmembra em diversas especializações, entre elas a obstetrícia a qual iremos falar no conteúdo de hoje.

Qual É A Sua Função?

Com duração de três anos, esse é o caminho ideal para os médicos recém-formados. Durante a residência, o futuro especialista acompanha o dia a dia da profissão e recebe orientações de profissionais experientes. Para ter acesso a essa formação, é necessária a aprovação em um exame admissional. E seguir para cidades com uma densidade populacional menor também pode garantir uma melhor qualidade de vida, pois, o médico terá a oportunidade de se dedicar mais à função de ginecologista e trabalhar com o acompanhamento de um número menor de partos. A rotina desse profissional costuma ser bastante corrida, principalmente porque é frequente o exercício da ginecologia simultâneo ao da obstetrícia, o que requer disponibilidade em tempo integral para atender pacientes em trabalho de parto. Karen Abrão, Médica Ginecologista e Obstetra, Doutora em Obstetrícia e Ginecologia pela USP, “‘Nascer’ permite que as pacientes acompanhem de maneira detalhada a evolução da gravidez, obtendo informações confiáveis de maneira fácil e objetiva”.

Muitas vezes o profissional não tem tempo para tirar suas pausas e descansar como deveria. Durante as consultas, além do cuidado médico e científico com a saúde da mãe e do bebê, estabelecemos um vínculo com toda a família, estamos ali para responder sobre as dúvidas, angustias e ansiedades, que aumentaram ainda mais durante a Pandemia. No puerpério, o obstetra acompanha a recuperação física e emocional da mulher, podendo identificar e tratar problemas como a depressão pós-parto. Além disso, no momento do nascimento propriamente dito, o obstetra estará ao lado da paciente para realizar e coordenar todos os procedimentos necessários para que o parto seja seguro e o mais tranquilo possível. Nessa etapa, esse médico é fundamental para identificar, controlar e tratar de forma precoce qualquer problema que possa elevar o risco da gravidez, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. Além disso, o ginecologista está apto a avaliar e tratar a saúde da mulher como um todo, incluindo problemas do aparelho urinário e do sistema digestivo, desequilíbrios hormonais e osteoporose, entre outros.