Cinema e Histórias em Quadrinhos

A partir de 1921, surgem, na França, coleções, como Cinéma-Bibliothèque, Cinéma-Collection, que difundem, sob a forma de textos adaptados e, frequentemente, ilustrados com fotografias tiradas de filmes, diversas obras literárias. Cinario aspirava a criar um gênero misto, a meio caminho do roteiro e do romance. Essas iniciativas tinham antecedentes no chamado roman-cinéma ou ciné-roman, que se expandira, na França, durante a Primeira Guerra Mundial. Naquele momento, o cinema comercial francês nutria-se do sucesso do romance em episódios, isto é, adaptava-se a técnica popular do folhetim. Em 1913, Fantomas, de Louis Feuillade, era a transposição para as telas de um folhetim, cujos capítulos foram publicados mensalmente nos jornais. Com o tempo, os termos roman-cinéma e ciné-roman acabaram designando tanto os filmes como os folhetins publicados nos jornais, como também os livros em que estes eram posteriormente editados.

E nesses outros países tem e espero que a gente tenha esse costume. Não que o dinheiro valorize a coisa, mas muita coisa precisa de dinheiro para existir. Mas não te preocupa que sempre existirá cineclube e o teu TCC não vai ficar obsoleto. De vez em quando rola um que afasta, por exemplo, o circuito de Kung Fu, porque é uma realidade bem diferente, cinema oriental é uma outra liga. Mas acredito que no ciclo do David Fincher deu muita gente, todo mundo gosta dele, por exemplo, a “Rede social” fez muito sucesso, enfim.

Não podemos mais falar em imagens simples, a imagem-vídeo cria uma linguagem, uma nova forma de utopia como diz Raymond Bellour, capaz de permitir, a partir da integração com outras formas de expressão, sua organização em um sistema próprio. As novas formas de representação correspondem a uma nova relação do ser humano com a realidade. O pensamento contemporâneo está moldado por uma complexidade que o diferencia radicalmente da estrutura de pensamento linear dominante antes da revolução tecnológica. A evolução da informática e o avanço das telecomunicações meu cinema determinaram uma mudança radical nas relações do homem com seu próprio mundo e, consequentemente, consigo mesmo. É necessário estabelecer novos padrões de discussão de conhecimento. O surgimento do vídeo, primeiro analógico e depois digital, nos coloca diante de uma inegável transformação das imagens e da temporalidade das mesmas. Não deixando de ser representação, o vídeo, diferente do cinema, é detentor de uma instantaneidade que nos aproxima do tempo real, aproximação esta permitida a partir da analogia, evidenciada pelo vídeo, entre o movimento e o tempo.

Significa que existe variação de enquadramento dos planos no decorrer da mesma cena e a operação da montagem que garante a inserção dos planos de detalhes em uma sequência ordenada. “A imagem cinematográfica é palavra, discurso ou texto; jamais unidade de língua” (LEVY, 2004, p. 58). A imagem mostra ao telespectador o que está acontecendo, ou pelo menos, dá indícios, sem precisar do artifício da linguagem. Pois a língua neste caso é só mais um elemento que faz compor a cena. A expressão “linguagem cinematográfica” não apareceu com a semiologia do cinema nem mesmo com o livro de Marcel Martin, publicado com esse título, em 1995. Vamos encontrá-la nos escritos dos primeiros teóricos do cinema, Ricciotto Canudo e Louis Delluc, e também entre os formalistas russos em seus escritos sobre o cinema.

avanço cinematográfico

Mas Rua Aguete diz que, de modo mais amplo, há razões para esperança. Apesar do avanço dos serviços de streaming, 2019 foi um ano com receitas recordes (de mais de US$ 42 bilhões) para cinemas ao redor do mundo. “Sobrevivemos a ameaças como a Grande Depressão (crise econômica de enorme magnitude entre 1929 e 39), a crise financeira de 2008 e a chegada dos aluguéis domésticos de filmes e os serviços de streaming.” “Conseguimos operar até o fim de 2020, mas não sabemos o que vamos fazer, se Hollywood não está produzindo novos filmes e ainda não há uma decisão do governo americano quanto a um pacote de alívio (econômico)”, diz ele. O tema da redação do Enem de 2019 mais uma vez abriu espaço para a discussão de políticas públicas para os setores da comunicação e da cultura, o que mostra a centralidade e a importância desses temas no cotidiano da população brasileira. Depois de discutir publicidade infantil e controle de dados pessoais na internet , o Exame trouxe como tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”, sugerindo que os examinados apresentassem “proposta de intervenção que respeite os direitos humanos”.

Os primeiros tratados sobre a linguagem cinematográfica identificaram a universalidade como uma das características da nova arte, que permitia driblar as fronteiras da diversidade das línguas nacionais. Teóricos como Canudo, Delluc e Gance identificaram que a imagem em movimento conseguiu estabelecer laços emocionais com qualquer pessoa de qualquer parte do mundo. Pois há uma complexidade psicológica fomentada a partir das técnicas de linguagem audiovisual.

Entendemos, então, o cinema como símbolo da modernidade, como indústria cultural e como arte. No cinema normal não tem debate, você vai lá, assiste ao filme e vai pra casa, que é uma experiência ótima também. Mas acho que isso é muito interessante no cineclube, a oportunidade de discutir o filme. Acho que enriquece a leitura de todo mundo, mesmo que tu não gostes, mas é interessante isso, falar sobre ele. Até porque a arte, eu acredito que ela também é feita para ser discutida, não só apreciada, mas discutida, ter um externalização mesmo das tuas impressões.

Segundo o autor, a comunicação nada mais é do que um tipo de atividade social envolvendo diversas formas de uso. Eles têm uma natureza própria, considerando suas habilidades, competências e formas de transmitir conhecimento.

Como o próprio nome sugere, esses espaços são clubes ou associações que reúnem apreciadores da sétima arte. Segundo Tavares, apesar das diferenças em cada lugar os cineclubes têm classificações únicas e particulares que os define e os difere de outras organizações. A primeira delas é a não existência de fins lucrativos, assim como sua estrutura democrática e seu compromisso cultural e ético com a sociedade. Os cineclubistas visam um olhar artístico sob os filmes, mesmo que nem sempre, isso seja uma característica marcante em todas as obras. O cinema agrega símbolos múltiplos, sendo sua proposta plural e revolucionária do ponto de vista da comunicação.

Um dos principais nomes dessa fase do cinema foi Georges Meliès, que dirigiu “Viagem à Lua”, em 1902, conseguindo com esse filme efeitos visuais verdadeiramente impressionantes para a época. A ideia de usar como articulações sonoras no cinema nasceu de um trabalho que Luciana realizou na EBA, anteriormente no projeto de mestrado.